quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dores de cabeça

Ter uma aula das duas da tarde até às cinco ajuda bastante a ter umas leves dores de cabeça. Depois a pressa do desespero de não ter apetite para fazer nada em casa, acaba connosco, mas hoje não me apetece fazer nada. Não é que não goste de fazer algumas coisa, apenas estou sem vontade para nada, e quando digo nada, é rigorosamente tudo o que se possa fazer em casa. Até escrever aqui está a ser aborrecido, a única coisa que consigo fazer, é o que faço passivamente, ou seja, ouvir musica, baixinho por causa da dor de cabeça.
Já vi que não vou mesmo ganhar vontade... Há dias em que não temos inspiração para nada.

domingo, 25 de setembro de 2011

Fds de fim de semana

Tudo o que é bom tem um fim próximo, e assim foi com este fim de semana. Sabia que ia durar pouco, mas nem vi as horas passarem... Pareceram simples e escassos minutos. Mas como sempre, temos de viver e suportar o mundo que temos. Há coisas que pura e simplesmente não estão ao nosso alcance mudar...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Aulas :x

As aulas recomeçaram. As trombetas da morte soaram novamente naquela manhã de segunda-feira, e com as aulas voltaram as horas de almoço pouco produtivas a comer comida tão saudável como fast food, e com tudo isso, nasceu um ser horroroso, que já era conhecido mas que ainda não tinha atacado. Ele já existia, mas não queria admitir a sua existência... Estou a falar do terrível e novo Acordo ortográfico! Só de escrever o seu "nome" me dá calafrios... Acho que lhe vou começar a chamar "Aquilo que nós sabemos" pois é algo tão aterrador como qualquer feiticeiro negro da saga do Harry Potter, que também terminou no final do verão (que agora se escreve com letra minúscula :'(). Mas nem tudo é mau... Quer dizer... Há sempre um lado positivo... O lado positivo do inicio das aulas certamente é... é... acho melhor falar de outra coisa, já não escrevo aqui há muito tempo e não me apetece "chorar". O meu horário continua uma porcaria, mas finalmente tenho uma tarde livre (teoricamente não é tarde livre, há apoio de português e inglês nessa tarde, mas visto ter tido 18 a ambas as disciplinas, suponho que lá não faça falta). Já me lembrei, o lado positivo de as aulas terem começado é que agora falta menos tempo para elas acabarem! Estava difícil de descobrir o lado positivo... Mas vá, também vai acontecer uma coisa boa na melhor altura desta semana, ou seja, no próximo fim de semana (que agora não tem ifens :'( até me estão a vir as lágirmas aos olhos), mas ninguém tem nada a ver com isso xp

(PS espero demorar menos tempo a escrever aqui da próxima vez XD)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

In paradise dreaming with hell

O sangue escorria pelas paredes como se fossem as próprias a sangrar, gotas grossas caiam do tecto como se este chorasse lágrimas tão pesadas que partiriam o chão com o seu embate, as portas e janelas batiam com mais força do que a que o vento poderia ter, os cães lá fora uivavam tentando partir as pesadas correntes que os mantinham presos àquela terra tão degradada e infértil que os próprios pássaros necrófagos as abandonaram ou morreram. O tecto do mundo era quebrado de segundo em segundo pelos enormes relâmpagos que pareciam desfazer o céu e a terra, a chuva ardente destruía tudo onde as suas gotas flamejantes tocavam, explosões ouviam-se ao longe pelos surdos que estavam no meio delas.
No meio de tudo, Ela apenas ouvia o som de um coração que lentamente batia embalado em pensamentos insignificantes.
Novamente o som da lamina a deslizar no metal, será que o inferno continuaria eternamente? Sentiu a lamina rasga-lo, de dentro para fora, arrancando o que restava de um coração ferido, embora quente. Tentou fechar os olhos antes que lhe arrancassem os membros com ganchos de metal que fervilhava por sangue e estrujia na carne, mas a velocidade de um piscar de olhos em nada se comparava à velocidade das longas mãos do seu punidor sem rosto e desprovido de alma. Curtos minutos passaram, com o sofrimento de longos anos, as paredes estavam pintadas de vermelho como se delas jorrasse o sangue com odor putrefacto a que sempre foram expostas ao logo dos milénios. Abriu os olhos enevoados, esperando que tudo acontecesse de novo e novamente como acontecia todos os minutos, mas as chamas cessaram num turbilhão de nuvens que sugou a casa e tudo o que a envolvia, ficando apenas Ele, sozinho na escuridão, sentindo saudades do sofrimento infernal que tanto odiara. Piscou os olhos sem luz várias vezes tentando obrigar-se a habituar às mais puras trevas, mas não havia nada a fazer. Seria este o fim?
Uma gota caíra, uma gota de água límpida num dia fresco de verão, abriu os olhos e descerrou os punhos olhando para as palmas marcadas por golpes das suas curtas unhas. Ele estava farto do seu pequeno inferno que insistia em devorar os seus mundos tão meticulosamente construídos para serem apenas perfeitos, uma gota caiu pela sua cara quando a ouviu a Ela aproximar-se apressadamente por trás de si, ambos os corações, trocados de peito, batiam mais depressa ou mais devagar do que seria humanamente possível, a chuva molhou-os sem que Eles tivessem tempo para se aperceberem disso, Ela saltou-lhe para as costas e abraçou-o, Ele rodou sobre si e beijaram-se, flutuando até avistarem as nuvens muito abaixo dos seus pés, se abrissem os olhos claro. Isto era apenas o inicio...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Réstia de felicidade

E com chuva fui recebido novamente. Era uma chuva suave e refrescante, não era demasiado espessa nem demasiado fina, era simplesmente perfeita para o momento. Podia já não estar tão feliz como estivera apenas algumas horas atrás, mas os momentos passados em tão bela companhia realmente animaram-me. Do fundo do coração, até à extremidade mais remota da minha alma. Aqueles momentos foram como um copo de água fresca no meio do mais seco deserto. Mas tudo o que é bom termina depressa, mas não foi o fim, e nunca será. Vão haver novos momentos, mais prolongados como a minha esperança assim o deseja, e foi nisso que pensei com todas as minhas forças quando entrei naquele monstro de metal que teima tanto em unir como em separar um grande amor. Finalmente quando saí daquele banco que se tornava cada vez mais desconfortável, o ar da noite que estava prestes a começar juntamente com os pingos suaves e doces que me refrescavam a pele cansada da viagem foram um pouco revitalizantes. Embora quando passava por entre todas aquelas pessoas no interior de Coimbra me sentisse realmente só... Mas sei que isso nunca estou. E sei que vou voltar a estar inteiro novamente em breve, e é isso que importa!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

...Abismo?...

Já me disseram que ainda tenho muito que aprender e crescer. Talvez tenha, ou talvez pura a simplesmente não tenha ouvido isso de alguém que me conheça realmente até ao fundo da minha essência. Já não sou o sonhador que fora em tempos, agora sempre que quero algo, luto por isso. Mas será que a minha luta me levará ao extremo de mudar o inalterável? Acho que sim. Sempre tive essa certeza. Por esta luta morreria sem pensar duas vezes, mas não gosto de me ver cair no abismo sem poder fazer nada... e depois de me jogarem nele que posso eu fazer senão chegar ao fundo e mergulhar de cabeça? Talvez cair de pés e tentar rebolar para diminuir o impacto, mas cair de pés não iria diminuir os estragos. A morte é certa, apenas a sua data e forma varia. E já senti a minha mais distante...

E de repente, já segunda feira

Este fim-de-semana não soube a nada, acordei nesta manhã de segunda-feira e só me apetecia adormecer de novo e descansar mais um pouco. acordei nesta manhã e senti-me mais cansado que no final da semana que havia passado e no entanto ainda tinha uma semana pela frente antes de poder parar e descansar novamente. Mas de que me serve, de que me vale o descanso se nada posso fazer para aproveitar realmente o que dele deveria prover? Se não posso aproveitar a companhia que mais aprecio e prezo e sem a qual já não consigo viver? Se não posso ter a mulher que amo ao meu lado, e muitas vezes nem a sua voz ao longe posso ouvir, de que me serve descansar? Não me serve de nada, mas tenho de o fazer para seguir em frente, preciso de o fazer para o meu corpo não se desintegrar pois até ele já começa a dar sinais de fraqueza. Preciso de descansar, mas de descansar realmente, descansar o corpo e a alma, e isso só faço com a presença de uma pessoa, uma pessoa que me é indispensável à vida, à minha tão inútil e preciosa existência. Preciso cada vez mais desta mulher que é a razão de tudo o que faço e de tudo o que sou, preciso mais dela que do ar para respirar, no entanto as forças do destino mantêm-na longe o suficiente para quase sufocar, para quase gritar de desespero e de dor. Custa cada vez mais... A distância é mais dolorosa do que alguma vez eu imaginei que pudesse ser. Mas... não há nada a fazer, nada mais posso fazer que continuar a lutar, por mim e por ela.

Realmente amo-a mais que tudo, mais que tudo o que possam imaginar...