segunda-feira, 30 de maio de 2011

Réstia de felicidade

E com chuva fui recebido novamente. Era uma chuva suave e refrescante, não era demasiado espessa nem demasiado fina, era simplesmente perfeita para o momento. Podia já não estar tão feliz como estivera apenas algumas horas atrás, mas os momentos passados em tão bela companhia realmente animaram-me. Do fundo do coração, até à extremidade mais remota da minha alma. Aqueles momentos foram como um copo de água fresca no meio do mais seco deserto. Mas tudo o que é bom termina depressa, mas não foi o fim, e nunca será. Vão haver novos momentos, mais prolongados como a minha esperança assim o deseja, e foi nisso que pensei com todas as minhas forças quando entrei naquele monstro de metal que teima tanto em unir como em separar um grande amor. Finalmente quando saí daquele banco que se tornava cada vez mais desconfortável, o ar da noite que estava prestes a começar juntamente com os pingos suaves e doces que me refrescavam a pele cansada da viagem foram um pouco revitalizantes. Embora quando passava por entre todas aquelas pessoas no interior de Coimbra me sentisse realmente só... Mas sei que isso nunca estou. E sei que vou voltar a estar inteiro novamente em breve, e é isso que importa!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

...Abismo?...

Já me disseram que ainda tenho muito que aprender e crescer. Talvez tenha, ou talvez pura a simplesmente não tenha ouvido isso de alguém que me conheça realmente até ao fundo da minha essência. Já não sou o sonhador que fora em tempos, agora sempre que quero algo, luto por isso. Mas será que a minha luta me levará ao extremo de mudar o inalterável? Acho que sim. Sempre tive essa certeza. Por esta luta morreria sem pensar duas vezes, mas não gosto de me ver cair no abismo sem poder fazer nada... e depois de me jogarem nele que posso eu fazer senão chegar ao fundo e mergulhar de cabeça? Talvez cair de pés e tentar rebolar para diminuir o impacto, mas cair de pés não iria diminuir os estragos. A morte é certa, apenas a sua data e forma varia. E já senti a minha mais distante...

E de repente, já segunda feira

Este fim-de-semana não soube a nada, acordei nesta manhã de segunda-feira e só me apetecia adormecer de novo e descansar mais um pouco. acordei nesta manhã e senti-me mais cansado que no final da semana que havia passado e no entanto ainda tinha uma semana pela frente antes de poder parar e descansar novamente. Mas de que me serve, de que me vale o descanso se nada posso fazer para aproveitar realmente o que dele deveria prover? Se não posso aproveitar a companhia que mais aprecio e prezo e sem a qual já não consigo viver? Se não posso ter a mulher que amo ao meu lado, e muitas vezes nem a sua voz ao longe posso ouvir, de que me serve descansar? Não me serve de nada, mas tenho de o fazer para seguir em frente, preciso de o fazer para o meu corpo não se desintegrar pois até ele já começa a dar sinais de fraqueza. Preciso de descansar, mas de descansar realmente, descansar o corpo e a alma, e isso só faço com a presença de uma pessoa, uma pessoa que me é indispensável à vida, à minha tão inútil e preciosa existência. Preciso cada vez mais desta mulher que é a razão de tudo o que faço e de tudo o que sou, preciso mais dela que do ar para respirar, no entanto as forças do destino mantêm-na longe o suficiente para quase sufocar, para quase gritar de desespero e de dor. Custa cada vez mais... A distância é mais dolorosa do que alguma vez eu imaginei que pudesse ser. Mas... não há nada a fazer, nada mais posso fazer que continuar a lutar, por mim e por ela.

Realmente amo-a mais que tudo, mais que tudo o que possam imaginar...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

I need you forever, but now more than ever

10-5min

Estou a 10min de ir para a aula, a 10min de ir fazer um teste para o qual, como de costume, não estudei. Mas o meu único pensamento é apenas na mulher que eu amo e nas saudades que sinto. Parece que ela já saiu daqui de perto de mim há pelo menos um ano embora eu saiba que assim não é. Mas isso agora não importa, o que importa é que vamos estar juntos em breve (para meu bem espero estar certo). Bem, já só estou a uns meros 5min da aula e ainda não escrevi nada que valha a pena ler, ainda não escrevi nada que já não seja mais que sabido, mas a minha vida não passa de monotonia quando me falta o toque da tão presente ausência.

(PS. Um dia disseste para não desejar desaparecer até estarmos juntos, mas depois disso tu já o desejaste)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pesadelo...

Nunca pensei que ficasse tão mal por uma coisa de que ninguém teve culpa, sim, porque eu sei que ninguém teve. Mas fiquei, fiquei mesmo muito, mas também parece que estou sempre... As saudades são uma coisa fudida. Doem mais do que se pode imaginar e não se pode fazer nada para terminar com elas. Não me apetece fazer nada... Acho que nem escrever, por isso nem sei que estou aqui ainda a fazer. Já nem musica apetece ouvir, ou talvez prefira o som dos enormes trovões lá fora. Acho que preferia ir lá para fora, ver os trovões e ouvir a chuva ao mesmo tempo que sentiria as gotas embater com força no meu corpo. Mas não vou, porque o que quero está cá dentro, embora não esteja.
Continuo mal, embora saiba de tudo, embora saiba que tudo não passou de um pesadelo muito mau, embora o pesadelo não seja no mundo dos sonhos meus, é-o na realidade. Queria que esta angustia amainasse... Mas eu queria muitas coisas, ou talvez apenas uma, uma que ninguém me dá...
Já chega de escrever :'(

quinta-feira, 12 de maio de 2011

... :(

Nada como dormir mal de noite e acordar cheio de dores para começar bem o dia. Passar depois o resto da manhã no hospital também é bastante agradável. mal de lá sair e ficar magoado com a pessoa mais importante da minha vida é melhor ainda. Entretanto no hospital dizerem-nos que se continuamos com o mesmo tipo de vida que provavelmente não passamos dos 50 anos é realmente agradável. continuar chateado ou a discutir com a namorada... ficar triste connosco mesmos... pensar apenas em desaparecer desta confusão que é a minha vida. Que dia agradável. Que cansaço infernal. Que falta de energia descomunal! Não me apetece fazer nada... Sinto-me a morrer, mas talvez seja pelo facto das noticias nos influenciarem. Não sei que fazer... Queria poder desaparecer, pelo menos durante dois anos.