sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Final de ano

Bem, este ano foi realmente um ano extraordinário, sinceramente, nunca esperei ter um ano assim tão bom. acho que fiz e experimentei tudo o que queria este ano (vá ok, nem tudo xp) com fiz e experimentei de tudo estava a falar da escola xD pois mudei de curso. admito que os primeiros seis meses não deixaram nada a desejar terminar este ano, mas estes ultimos seis meses foram pura e simplesmente mágicos! o melhor disto tudo é que o ano que se avizinha apenas parece que vai melhorar :) pela primeira vez na vida tenho esperança que aconteça algo de bom num ano que se aproxima.
Tudo isto para dizer que vos desejo um feliz ano novo, que tenham todos tão boas entradas como eu vou ter :)

(PS estou super feliz)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

29/12/2010


Finalmente é amanhã!
Mas parece que antes de alcançar a verdadeira felicidade tenho que ficar bastante triste também...
Mas nada muda o que sinto

domingo, 26 de dezembro de 2010

ultimo domingo do ano

Pois é, chegamos àquela fase do ano... Metade do país está branco, a outra metade fica branca pelo menos todas as manhãs. Está uma temperatura que tenta a maioria dos portugueses a não sair da cama, eu sou um desses portugueses. Tenho sempre muita vontade de fazer algo, mas a vontade de ficar na cama normalmente costuma prevalecer (mas a culpa não tem sido minha). Andar na rua é quase impensável, a menos que tenhamos várias camadas de roupa quentinha (e eu que costumo andar em calções e t-shirt nesta época pós natalícia). Já estou a divagar. Vá, hoje começa o ultimo domingo do ano de 2010, logo começa também a ultima semana deste ano, o que quer dizer para muitas pessoas começar a pensar no que fizeram ao longo do ano, ou seja, pensar em tudo o que lhes aconteceu de mal não é?(para mim não são só as coisas más mas pronto) Bem vamos lá então à minha lista... conheci uma moça "apaixonei-me" e comecei a namorar com ela (eu devia andar mocado ou algo do género mas pronto) em duas semanas acabamos XD o mais giro é que ela dizia que eu era perfeito e foi ela que acabou, no dia em que acabou comigo, olhou-me nos olhos e desmaiou, foi lindo XD (ela foi tão importante para mim (sarcasmo) que a única recordação que lhe guardo e que desmaiou no dia em que acabou comigo XD). Depois disso eu fiquei um bocadinho mal, ela na verdade foi mais um pretexto para eu me poder exprimir, mas disso ninguém precisa saber. nessa altura precisei muito dos meus amigos, que me apoiaram sempre sem nunca recuar. devem ter passado aproximadamente uns 3 meses até recuperar totalmente. entretanto encontrei dois blogs de duas pessoas que vieram a tornar-se muito importantes na minha vida, embora uma das pessoas se tenha tornado importante por me ter apresentado a outra, ou seja, apresentou-me a pessoa mais importante da minah vida. isto aconteceu já no final do ano lectivo, já eu tinha anulado 3 disciplinas e não ia fazer o ano. Nesta altura comecei a falar bastante com a pessoa mais importante da minha vida, já a começava a amar imensamente. Desse amor imenso surgiu um amor ainda maior, portanto durante o Verão fui até ao Algarve duas vezes para estar com ela. voltei e ia morrendo de saudades. Começaram as aulas e eu comecei num curso profissional, muitos dizem que não foi uma boa escolha, mas eu discordo, especialmente porque me estou a sair lindamente, até agora pelo menos. entretanto estava a morrer literalmente de saudades da minha namorada, e voltei a ir a Faro no halloween. todos os meus encontros com ela foram simplesmente mágicos. com o tempo, o meu amor por ela apenas aumentou e aumentou, mesmo estando nós afastados (fisicamente). finalmente terminaram as aulas, as minhas saudades aumentaram, a primeira semana de férias passou, as saudades aumentaram estrondosamente. Amo-a cada vez mais... ela foi a melhor coisa que me aconteceu em toda a vida, por isso também este ano de 2010 ficou marcado com o nosso amor.
esta ultima semana vai ser a melhor do ano, pois vai ser quando vou estar mais tempo seguido em Faro com ela sempre ao meu lado, e assim espero por quarta feira, dia 29, e não por dia 31. embora este ano também faça algo importante nesse dia, para contrastar com anos anteriores. este final de ano vai ser mágico, para ser diferente deste natal que não o foi...

(esta também é a semana em que em todos os intervalos da tv aparece um reclame de uma marca de cerveja a fazer contagem decrescente para a passagem de ano, ou pelo menos, assim costuma ser)

sábado, 25 de dezembro de 2010

Agora sim, FELIZ NATAL!


Depois do jantar em família e da troca de prendas, nada melhor que vir ao pc escrever uma beca e desejar um feliz natal a toda a gente (não é que alguém venha ao pc a estas horas na noite de natal ver um blog mas pronto xp)
Espero que todos tenham tido um óptimo natal, juntos das suas famílias em paz e de preferência com muitas prendinhas (não é que isso seja minimamente importante mas pronto, é sempre bom, embora não seja indispensável).
A parte melhor do meu natal este ano... bem, sem duvida que foi ver o meu afilhado (que está prestes a fazer 2 aninhos) a abrir as prendas pela primeira vez e a ficar maravilhado com tudo o que recebia, adorei ver a sua felicidade :) e foi também algumas mensagens que recebi no telemóvel (sim, nem na noite de natal o largo) em especial uma que dizia "Eu sei ela dixe-me xD Chamou-te futuro genro". Por fim, mas não menos importante foi saber que deixei uma pessoa muito feliz com uma mensagem :) Estas acabaram por ser as minhas melhores prendas este natal :)

mais uma vez, Feliz Natal a TODOS e um bom 2011 também :)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"feliz natal" antecipado


hoje recebi vários sms's a desejarem-me um feliz natal. Provávelmente parece estranho, mas até é normal. isto são as influencias das redes de comunicação, a maior parte dos tarifários fica sem sms's e sem chamadas nestes proximos dias festivos, logo enviam os desejos de boas festas assim atecipadamente.
agora só para ficar bonito:

FELIZ NATAL E BOM ANO NOVO A TODOS! :)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A melhorar :)

hoje devia ter acordado mais cedo... queria poder falar mais com a pessoa mais importante da minha vida, mas pronto, não foi possível... De qualquer das formas foi muito bom ter falado um pouco com ela de manhã, especialmente porque estava cheio de saudades de ouvir a sua voz, mesmo que tenha sido apenas pelo pc, já não foi nada mau. Apesar de tudo estou mais animado agora, graças a ela, que mesmo a 450kms consegue ter este efeito tão grandioso e profundo em mim. Amo-a cada vez mais, e estas dificuldades e obstáculos apenas vão fortificar mais o nosso amor (não sei se é possível ser mais forte, mas pronto)

WTF!

Nem vou contar o que aconteceu, só sei que isto não é nada normal e que eu me estou a começar a passar! DASS já tenho poucas barreiras, ainda querem por mais no meio?! Pois que ponham, por mais que ponham hei-de atravessa-las todas! (havemos de atravessa-las todas)

sábado, 18 de dezembro de 2010

:'(


Parece que tudo aconteceu ao mesmo tempo e nada me consegue deixar feliz. Nunca tive um inicio de férias tão mau.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

:)


Hoje estou feliz, na medida do possível claro. Um dia sem grandes complicações, embora seja segunda-feira e embora tenha tido um teste e tenha outro amanhã, mas não estou preocupado com isso. Estou feliz e isso é que interessa, interessa que uma pessoa, mesmo a 450kms daqui me consiga deixar com um sorriso parvo só por pensar nela, interessa que essa pessoa seja a minha vida e que mesmo eu esteja triste por estar longe dela ela me consiga alegrar e deixar assim como estou agora.

Obrigado pelo presente amor, ADOREI!
AMO-TE <3

(sei que a imagem é lamechas, desculpa)

sábado, 4 de dezembro de 2010

Pesadelos - Conclusão/Reflexão

Grinmord podia ser um espectro, mas achou imperdoável aquela acção, vender a alma de alguém que não se conhece, ainda por cima estando essa pessoa grávida, por isso começou a sua tortura três semanas antes de reclamar a sua alma. Alma essa que não pode reclamar pois o seu dono foi inteligente no momento do suicídio, convocando todos os espíritos pelos quais estavam a rezar aquela missa, e pediu que não o deixassem ser levado por Grinmord, mesmo tendo ele se sacrificado para tal. No entanto, o inferno das almas de um espectro é muito mais doloroso que qualquer inferno que Grinmord lhe poderia dar, e mais tarde ou mais cedo Frearlord irá acabar por cair. Graças à adaga espetada nas suas costas todas as almas de Frearlord sofrerão ainda mais, ainda com este vivo, pois aquela adaga estava purificada e o espírito da mulher sacrificou-se para que os seus infernos começassem, no entanto, o espectro em si não é afectado por isso continuou a comprar almas e mais almas até que por fim o seu ultimo instante acabe por chegar…

Pesadelos - IX

Viu no espelho aquelas palavras reflectidas. Agora faziam sentido:
“mais vale perder a vida que a perder a alma e arder no inferno”
Aquilo estava certo, estava realmente condenado, mas ainda podia tentar salvar a sua alma. Tinha tudo o que precisava para o fazer, só tinha de sobreviver até lá. Saiu do apartamento ao mesmo tempo que colocava aquela adaga novamente no bolso do casaco como havia feito há tantos anos atrás. Pensou em ir pelas escadas, mas tinha que ir pelo elevador para chegar ao seu carro. Entrou no elevador e carregou no botão que dava para a garagem e fechou os olhos com força, não queria ver aquela sombra novamente. Mesmo de olhos fechados ouviu sons tenebrosos, como se os cabos do elevador fossem partir, mas não teve coragem de abrir os olhos. Saiu do elevador quase a correr e entrou no seu Toyota celica. Saiu da garagem, e acelerou. Não havia nenhuma igreja próxima dali. Começou a pensar em todos os erros que cometeu, em tudo o que fez e sacrificou para nada. Então viu a sombra de olhos vermelhos a “sorrir-lhe” num carro que vinha na direcção oposta. “tem calma” pensou enquanto olhou distraidamente para o lado direito. Saltou de susto quando o fez, viu uma criança totalmente carbonizada, viu aquela criança do seu sonho novamente. Olhou repentinamente para o outro lado, aquilo não era real, mas quando viu o seu reflexo viu o olhar do amigo que morrera no carro. Nesse momento embateu estupidamente nos rails de protecção e capotou espalhafatosamente dando várias piruetas no ar. Bateu com a cabeça várias vezes no volante e no vidro da janela e desmaiou.
Acordou no carro virado ao contrário, estranhamente o carro estava intacto, apenas ele estava bastante magoado. Abriu a porta do carro, tirou o cinto e caiu para fora do carro. A rua estava deserta e tudo parecia a preto e branco. A única cor que via era o vermelho do seu sangue. Tinha de continuar até à igreja e tentar salvar a sua alma e começou a correr. Repentinamente surgiu uma corrente no ar com um gancho que se espetou na sua mão direita e o puxou para trás fazendo-o cair ao chão. Levantou-se de um salto mas a corrente começou a arrastá-lo com força. Uma outra corrente surgiu do nada do outro lado e espetou-se na outra mão. Cada uma das correntes puxava para o lado oposto da outra enquanto ele se debatia para se libertar. Olhou para o chão enquanto se esforçava por puxar aquelas correntes que se lhe prendiam à carne e viu que este estava coberto de vidros e que ele próprio se encontrava descalço e começava a lavar os seus pés em sangue. Duas mais correntes surgiram, desta vez do chão, espetando-se nos seus dois tendões de Aquiles fixando-o. O chão começou a aquecer enquanto que o céu gelou. Uma chuva gélida começou a cair sobre ele enquanto que o chão lhe queimava os pés. O tecido da sua roupa começou a desvanecer-se aos poucos, assim como a sua esperança e força de viver. Tentou gritar mas nenhum som saiu da sua boca. Um longo trovão suou e nesse instante a chuva parou, o chão deixou de queimar e as correntes rasgaram-lhe a carne libertando-o. Caiu ao chão, para cima dos milhares de vidros ali espalhados que se acabaram por espetar na sua carne. Aquelas feridas eram bastante dolorosas, aquilo quase parecia o inferno, aliás, o inferno não poderia ser assim tão mau. Mas não podia desistir, tinha que se por de pé e continuar, e foi exactamente o que fez. Levantou-se e caminhou por cima dos vidros que não sabia sequer de onde vinham, cada passo que dava era tão doloroso que quase desejava morrer apenas para poder parar. Esforçava-se por manter os olhos abertos e não desmaiar, mas era difícil com tantas lágrimas e sangue a brotarem dos mesmos. Mais alguns passos e deixaria de caminhar por cima daqueles vidros. Todo o seu corpo doía, já tinha dores pelo acidente mas todos aqueles vidros minúsculos a espetarem-se no seu corpo sem roupas era realmente doloroso. Apenas mais um passo o separava de um chão de areia fina, mas então uma sombra surgiu e embateu nele jogando-o para o chão de costas, mas esse chão já não existia, havia dado lugar a uma piscina com álcool. Tentou gritar mas quando abriu a boca nada saiu, apenas entrou álcool que o queimava por fora e agora também por dentro. O álcool daquela piscina rapidamente ganhou uma tonalidade avermelhada pelo excesso de sangue que provinha do seu corpo. Esforçou-se por vir à superfície, mas uma corrente trespassara-o a meio dos rins e prendera-o ao fundo. Abriu os olhos por um segundo, mas estes queimavam com o álcool. Mas um segundo foi suficiente para discernir dois vultos à superfície da piscina, uma sombra negra com uns olhos vermelhos e uma silhueta de mulher. Sentiu o álcool aquecer a sua volta, à medida que este aquecia parecia queimar ainda mais. Então ouviu uma voz bastante familiar dizer.
-Não, ainda não.
Repentinamente a corrente que o prendia soltou-se e ele saiu daquela piscina. Mal chegou a superfície saltou logo de lá de dentro ficando debruçado a vomitar álcool e sangue. Abriu os olhos, mas mal conseguia ver. Estes começaram a chorar sangue em vez de lágrimas. Todo o seu corpo gritava de dor. Deixou-se cair no chão, não aguentava mais. Começou a sentir cócegas, mas não eram nada agradáveis, dois segundos depois essas cócegas deram lugar a umas dores insuportáveis para juntar às que já tinha. Levantou-se de um salto e tentou sacudir-se, mas de nada lhe adiantou. Olhou para algumas das suas feridas e viu bichos enormes a entrarem-lhe pela carne. Gritou, gritou tão alto quanto conseguia, ate cuspir sangue e quase rasgar as cordas vocais, logo se apercebeu que fora um erro gritar daquela forma pois enquanto gritava vários insectos e talvez ate um ou outro réptil entraram pela sua boca começando a come-lo pelo estômago. Uma luz acendeu perto dele e chamou-o à atenção. Olhou e viu Grinmord com uma chama na palma da sua mão.
-Espera só mais um bocadinho. – Disse uma mulher que se encontrava ao seu lado.
A mulher aproximou-se dele e espetou-lhe dois estalos que lhe arrancaram parte da cara.
-Eu estava grávida! – Gritou por entre lágrimas. – Agora arde! Arde no inferno!
A sua mulher pegou numa chama que tinha sido atirada por Grinmord e atirou-lha para os pés, ao mesmo tempo que um corvo lhe arrancava os olhos com o seu bico afiado. Num segundo todo o seu corpo se encontrava em chamas, queimando também o corvo que ainda se encontrava próximo da sua cabeça. Caiu ao chão em agonia, mas estava ensopado de álcool, por fora e por dentro e as chamas não abrandaram nem por um segundo.
Abriu os olhos dentro do carro. Tinha sido apenas um pesadelo, muito real por sinal, ainda tinha todas as dores. Saiu do carro que estava ao contrário, e caminhou na direcção da igreja. Já estava perto, já a conseguia ver ao longe. O trânsito havia parado por causa do seu carro virado ao contrário e muitas pessoas lhe perguntavam se estava bem mas ele não ouvia o que diziam, apenas tinha de chegar à igreja, tinha de acabar com aquilo. So tinha de atravessar a estrada, então viu-a novamente, a sua mulher. Deu um passo em frente mas logo deu outro atrás e em menos de um segundo um grande camião passou. Quando este saiu da sua frente a sua mulher já lá não se encontrava. Atravessou a estrada e chegou à entrada da igreja. Entrou, a igreja estava cheia. Estavam a rezar uma missa pelas almas condenadas. Dirigiu-se ao altar, onde estava uma pia com água benta. Toda a gente se calou com a sua presença no meio da igreja, nem o padre se atreveu a dizer nada. Quando se aproximou do altar o suficiente, tirou a adaga manchada com sangue de uma criança inocente e lavou-a na pia.
-Perdoe-me padre que eu pequei.
Foram as únicas palavras que proferiu dentro da igreja e antes de erguer a adaga e a espetar no seu peito em frente a todas aquelas pessoas. Vários gritos foram ouvidos pelos espectadores que também gritavam, várias sombras voavam dentro da igreja em volta do corpo ensanguentado. As sombras começaram a entrar no corpo, enquanto que algumas pessoas se benziam, e outras fugiam. Do nada apareceu uma sombra mais opaca que todas as outras, uma sombra com os olhos vermelhos.
-Hum… nah, não me parece bem, essa alma é minha!
Subitamente as sombras pararam de entrar no corpo sem vida daquele condenado, e o corpo ergueu-se no ar brilhando com tons laranja como o fogo. Os seus olhos pareciam ter desaparecido dando lugar a duas bolas de fogo. Então saiu algo prateado do corpo, mantendo sempre uma pequena ligação com este. Nesse momento as sombras voltaram a entrar no corpo e a luz que o preenchia começou a ficar mais forte e viva, ficando num tom de vermelho cor de sangue. A alma ficou parada entre Grinmord e o novo espectro ainda tendo uma ligação com este último.
-Nos somos Frearlord. Por me terem despertado irei-vos conceder os vossos desejos. Mas aviso que sairão bastante caros.
-Podias por começar por me devolver esta alma que me pertence. – Ordenou simpaticamente Grinmord apontando para a alma entre eles.
-Pois... quanto a isso nada poderei fazer, foi o dono desta alma que me trouxe, apenas desejando não ser teu, e sacrificou-se, por isso, a sua alma é mais que minha.
A alma voltou para o seu corpo de origem dando um último toque energético ao espectro.
-Dá-me essa alma!
-Não me parece…
A maioria das pessoas já havia saído da igreja mas algumas ainda não, como o padre e alguns idosos. A igreja fechou todas as portas e entrou em chamas. Os dois espectros atiraram-se um ao outro tentando por tudo destruir-se. As pessoas que se encontravam na igreja começaram a correr de um lado para o outro em chamas, tirando um idoso que morreu automaticamente e outro que apenas rebolou no chão antes de perecer. Assim que as pessoas morreram as suas almas foram direccionadas a Frearlord que as usou para ficar mais poderoso. Ambos os espectros se afastaram, Grinmord lançou uma bola de fogo à cara de Frearlord para o ofuscar e prendeu-o com uma corrente em chamas que desfez o seu corpo e o fez desaparecer dali. Frearlord apareceu atrás de si, pegou na sua cabeça e carbonizou todas as almas do seu corpo. Então um espírito surgiu e espetou a adaga de prata lavada em agua benta nas costas de Frearlord.
-Posso não te matar, mas todas as almas do teu ser irão sofrer para toda a eternidade! – Disse a mulher que fora condenada pelo marido antes de desaparecer em chamas.
O espectro cuspiu algo que para ele seria equivalente a sangue. Mas logo ficou bem.
-As minhas almas podem estar a ser torturadas, mas isso de nada me afecta. – Sussurrou. – todas elas estão condenadas a um inferno muito pior que o dito normal, mas isso só irá acontecer com o meu desaparecimento…

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

sexta-feira 26


Quando tudo parece mau, o que poderia acontecer? Ficar ainda pior! Dias de merda estes, vida de merda esta. Tudo parece estar contra mim. Já não luto o suficiente contra tudo isto ainda aparecem mais obstáculos, mais problemas! Não poderia estar mais chateado (ia dizer que a bocado estava mais, mas os meus pais acabaram de conseguir fazer com que isso fosse mentira!). Mas por mais chateado que esteja e que possa ficar amar-te-ei sempre, hás-de ser sempre a minha vida amor.

(PS isto já passa (em principio))
(PS2 o titulo é só para mostrar que não é preciso ser sexta-feira 13 para ter azar)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Saw VII


Bem, é o último filme da saga (infelizmente ultimo). Ver no cinema em 3D, é mesmo muito fixe, simplesmente brutal! Foi um dos filmes da saga que mais gostei até agora. Penso que este foi o filme em que morreu mais pessoas, e bem, explicaram algumas coisas que já me tinham deixado algumas duvidas, por exemplo, o que tinha acontecido a uma certa personagem. Podem pensar que eu sou parvo, mas fartei-me de rir com o filme, achei realmente muita piada, e ser em 3D ajudou a esse facto pois era muito giro ver bocados de carne voarem na nossa direcção. Aconselho este filme a quem gosta de género terror e thriller (já sei que há duas pessoas vão ver, espero que gostem (ps não contei nada do filme por vossa causa xp)).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pesadelos - VIII

Abriu a caixa. A primeira coisa que lhe saltou à vista foi um recorte de jornal de há muito tempo. O titulo era “três crianças morreram e uma desapareceu perto do cemitério”. Aquele jornal datava de há nove anos antes, isso queria dizer que mesmo aquelas crianças que haviam fugido acabaram por morrer. Continuou a examinar o interior daquela misteriosa caixa. Encontrou a sua antiga adaga, ainda manchada de sangue, um livro preto apenas com um pentagrama na capa e o cálice largo usado no ritual. A resposta tinha de estar no livro. Abriu e começou a ver, mas não conseguia ler o que quer que fosse, estava tudo em latim e não tinha tempo para andar à procura de uma tradução. Folheou o livro inteiro e no final encontrou algo escrito por Nelson.
“Último recurso:
Lavar a adaga com água benta, limpando o sangue, e espetá-la no peito em forma de sacrifício e forma de redenção perante o espectro criado”
Esta não podia ser a solução. Aquilo acabava por resultar no mesmo, estava condenado a uma morte certa de qualquer das formas. Voltou a folhear o livro, tinha de encontrar mais alguma coisa. Folheou até à última pagina, nada mais havia escrito naquele maldito livro. Olhou novamente para o que estava escrito e pareceu-lhe ver algumas letras no final. Esfregou a página como que a limpar alguma sujidade que tapasse o que quer que estivesse escrito. Finalmente pode ler, mas ficou na mesma situação pois não percebia o que lá se encontrava na letra de Nelson.
“Onrefni on redra e amla a redrep euq adiv a redrep elav siam”
Sentou-se na cama desesperado. As lágrimas misturaram-se com o sangue do seu nariz. Estava realmente condenado. Ia morrer e não havia nada que pudesse fazer… resolveu escrever aquelas estranhas palavras numa folha de papel, também não tinha nada a perder. As suas dores de cabeça aumentavam, e o sangue percorria o seu queixo e pescoço. Foi até à casa de banho, ainda com o papel meio amarrotado na mão. Pousou-o junto ao lavatório e lavou a cara. Teoricamente ajudaria a parar o sangue. Olhou para o seu reflexo durante um momento, então fixou-se no espelho. Dizem que o espelho é o espelho da alma, e era isso que estava a tentar ver. Então finalmente percebeu o que tinha de fazer.

Pesadelos - VII

Saiu do carro e dirigiu-se à porta da antiga casa do amigo. Bateu e aguardou um pouco até que a mãe do amigo lhe abriu a porta. Era uma senhora baixa e com um pouco de peso a mais, era morena e tinha os olhos castanhos.
-Boa tarde meu jovem, que deseja.
-Boa tarde… ah… eu sou amigo do seu filho Nelson… gostaria de saber…
Repentinamente a mulher desatou a chorar cortando-lhe a palavra. Voltou-se para trás deixando a porta aberta atrás de si. Passado menos de um minuto um homem de bigode, já com alguns fios grisalhos. O homem não era muito alto mas algo nele era tenebroso dando-lhe um ar um pouco ameaçador.
-A sua mulher começou a chorar… eu não sei o que se passou, não fiz nada, acho…
-Que queres daqui rapaz?
-Bem, eu sou amigo do seu filho Nelson e…
-Já percebi porque é que ela começou a chorar. Não sei se soubeste mas… mas o meu filho… bem, ele… ele morreu há já três anos…
Viu a sua última esperança desaparecer. Aquela era a única forma que tinha de se livrar de tudo aquilo. Só havia uma coisa a fazer, desistir. Ou talvez não, talvez ainda houvesse algo…
-Mas… mas como é isso possível, como é que ele morreu?
-Acidente. Morreu naquele maldito Ferrari! O carro não ficou com um único risco, mas o meu filho… os médicos dizem que não tinha um osso inteiro ou um órgão que não estivesse deformado.
-Posso ver o quarto dele?...
-Que queres de lá?
-Ah… despedir-me…
Após alguns momentos de silencio o homem indicou que o seguisse. Quando entrou para o corredor da casa pode ver ao que a mãe do amigo se encontrava numa das divisões à direita, que deveria ser a cozinha, a chorar. Seguiram sempre em frente pelo corredor até que chegaram a umas escadas que subiram e entraram na primeira porta à direita. O quarto parecia estar como Nelson o havia deixado, não estando totalmente arrumado mas bastante limpo. Estiveram alguns minutos no quarto sem proferir uma palavra.
-Já te despediste?
-Ah… não me poderia deixar um pouco sozinho?
O homem ficou a olhar para ele como se o estivesse a examinar por dentro para decidir se o deixaria ou não ficar no quarto do falecido filho sozinho. Acabou por decidir e sem mais nada dizer saiu do quarto fechando a porta atrás de si. estava na altura de procurar. Olhou para a grande estante repleta de livros, não pareciam nada de Nelson, pelo menos duvidava que ele algum dia os tivesse lido. Por outro lado, havia muitas coisas no amigo que parecia desconhecer por isso era bem provável que fosse natural ele ter tantos livros. Nenhum dos títulos o chamou a atenção e continuou a procurar. Nada encontrou. Procurou por todo o lado mas não encontrou nada de útil. Tinha que lhe estar a falhar alguma coisa. Debaixo da cama, como é que se poderia esquecer de procurar aí? Logo encontrou uma grande caixa preta. Estava fechada com um cadeado e tinha um pentagrama desenhado na tampa. Tinha de ser aquilo, mas como ia levar aquela grande caixa sem que os pais do amigo dessem conta? Olhou à sua volta. A única opção era atira-la pela janela e esperar que nada no seu interior se quebrasse. Não pensou duas vezes antes de atirar a grande caixa pela janela, e mesmo a tempo pois no segundo seguinte o pai do seu amigo entrou pela porta dentro.
-Acho que já chega de despedidas não concordas?
-sim.
Assim que começou a descer as escadas que davam para o corredor começou a sangrar novamente pelo nariz. Desta vez não sangrava tanto como da primeira e o pai de Nelson só se apercebera quando já se encontravam à porta.
-Estás bem rapaz?
-Isto já passa, não se preocupa. – Disse virando costas para rodear a casa e ir apanhar a caixa que minutos antes tinha atirado pela janela.
Não demorou a encontrar a caixa, assim que se debruçou para a apanhar o caudal de sangue do seu nariz aumentou, tal como as dores de cabeça. Quando levantou a cabeça ao longe viu novamente a sombra de olhos vermelhos, parecia saber o que detinha naquele momento nas mãos. Caminhou até ao carro com a caixa nas mãos à frente do seu peito. Em alguns segundos também a caixa ficou com manchas vermelhas do seu sangue. Não podia ligar àquilo nem às suas dores de cabeça, por mais agoniantes que fossem. Abriu a porta do pendura e colocou a caixa presa com o cinto de segurança, em seguida entrou também ele no carro. Conduziu até casa com esforço, quase já sem ver o caminho por causa das dores de cabeça. Apenas parou o carro na garagem, passando por semáforos vermelhos e STOPs sem sequer abrandar. Soltou a caixa do cinto e levou-a consigo para o elevador. Carregou no quatro e aguardou que o elevador subisse. Pouco depois de passar pelo terceiro andar olhou para o reflexo das portas de metal e viu-se com lágrimas de sangue, mas já nem ligou. Saiu do elevador e entrou no seu apartamento, abrindo a porta um pouco a custo. Colocou a caixa negra por cima da mesinha de centro que se encontrava no meio dos sofás na sala. Foi até à pequena arrecadação e trouxe uma caixa de ferramentas. Pegou numa chave de fendas, preparando-se para forçar o fraco cadeado. Não devia ser difícil. Colocou a chave entre o cadeado e a caixa negra utilizando-a como alavanca. Fez força, bastante força e finalmente rebentou o cadeado, quase caindo. Agora ia ver o que continha aquela estranha caixa, ia ver a sua salvação.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Pesadelos - VI

Continuou a correr. Não podia ser descoberto. Não o podiam apanhar. Mas de quem estava a fugir? Bem, tinha apenas de sair dali, tinha que procurar ajuda. Quem o havia posto naquela situação certamente também haveria de saber tirar. Mas há anos que não falava com ele, não sabia qual seria a sua reacção, mas tinha de ser, não tinha outra escolha. Seguiu a pé até à rua do seu prédio, que demorou um pouco pois era longe. Procurou nos bolsos das calças as chaves. Encontrou-as e subiu ao seu apartamento, tinha de procurar em papéis antigos a morada do amigo. A procura demorou um pouco, a dor de cabeça não ajudava, mas por fim encontrou o que procurava, uma lista que havia feito há vários anos com os nomes e as moradas dos seus melhores amigos. Reatava saber se ele ainda morava no mesmo sitio, certamente que não mas os seus pais ainda lá deveriam morar e ir-lhes-ia pedir a morada do filho. Foi até à cozinha, não comia nada há demasiado tempo e o seu estômago queixava-se com demasiada intensidade. Bebeu apenas um copo de leite, mais que isso o seu estômago não iria aceitar por muito tempo. Saiu do apartamento e carregou no botão do elevador. Demorou um pouco a chegar mas tinha de esperar, não existiam escadas para a garagem. Entrou no elevador e carregou no menos um. No terceiro andar entrou mais uma senhora que seguiu até ao primeiro e saiu não dizendo nem uma palavra. Estava já perto do seu destino quando o elevador parou. Carregou intensivamente no botão do menos um mas o elevador não queria mexer. Uma luz de presença era toda a luz ali. Olhou para uma das paredes de metal e saltou quando viu uma sombra de olhos vermelhos em vez do seu reflexo. Voltou a olhar e era apenas o seu reflexo e o elevador voltou a funcionar levando-o até à garagem. Assim que saiu do elevador lembrou-se que o carro não se encontrava ali e seria uma grande sorte se não tivesse sido rebocado da frente da pastelaria. Voltou a entrar no elevador, esperando que este não voltasse a parar. Subiu até ao rés-do-chão e saiu. Teria que andar até à pastelaria, mas não era muito longe. Chegou lá em alguns minutos. Miraculosamente o seu Toyota célica ainda se encontrava no mesmo local que o tinha deixado antes de ser levado para o hospital. Dois polícias encontravam-se na rua a discutir e ficaram espantados quando entrou no carro, o ligou e arrancou nele a toda a velocidade.
-Como é que o reboque não arrancou o carro do sitio e ele agora andou?...
Acelerou, tinha que despachar a chegar antes que um desastre acontecesse. Não ia demorar a chegar ao destino, não era muito distante, mas quanto antes resolvesse aquilo melhor. Chegou em alguns minutos, era agora, ia resolver todos aqueles tormentos. Quem lhe dera ter acordado para aquele problema antes, antes de ter perdido o mais importante que poderia ter perdido.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pesadelos - V

Nove anos antes…
Num cemitério, já não muito utilizado, numa sexta-feira treze de lua cheia, quase à meia-noite, encontravam-se seis rapazes com idades entre os onze e os quinze anos.
-Qual é mesmo a razão de estarmos aqui? – Perguntou um dos rapazes mais velhos.
-O simples facto de provavelmente não termos mais nenhuma oportunidade como esta na vida! – Respondeu outro dos mais velhos.
-Hum… e esta oportunidade, como dizes, é a oportunidade de?...
-A oportunidade de ter alguma coisa na vida! Anda faz isso e pára de fazer perguntas! – Disse apontado para o chão.
-Tá bem, tá bem…
Este último rapaz acabou de desenhar um grande pentagrama no chão e colocou uma vela em cada uma das cinco extremidades.
-O resto é contigo…
-Sim, eu sei.
Colocou um cálice largo de prata com um pó amarelado no seu interior no centro do pentagrama e rodeou-o com mais cinco velas, em seguida acendeu as velas que acabara de colocar e as outras que o amigo colocara antes.
-Trouxeste o que te pedi? – Perguntou afastando-o dos outros para que mais ninguém ouvisse a conversa.
-Sim, mas para que a queres?...
-Bem, para completar o ritual temos de fazer um sacrifício humano. Espero que estejas à altura da tarefa.
-Ah sim… Pera, O QUÊ?!
Virou costas deixando o amigo incrédulo e sem resposta. Este não acreditava no que se estava a meter. Nunca devia ter aceitado ir ali com aquele fanático, e acima de tudo, não devia ter trazido ninguém consigo. Estavam todos à sua espera no pentagrama para começarem o ritual. Agora já era tarde para voltar atrás, de qualquer das formas não acreditava naquilo. Dirigiu-se também para o pentagrama, já não havia volta a dar, não iria passar por cobarde. Quando lá chegou três dos rapazes estavam posicionados em três das extremidades do pentagrama e dois encontravam-se no centro junto ao cálice.
-Vem cá! – Ordenou o rapaz com quem acabara de falar.
Caminhou até ao centro onde estavam os outros dois. Para além do rapaz com quem estivera a falar e que o chamara estava o membro mais novo do grupo que apenas tinha onze anos de idade.
-Agora faz o que te disse. Rápido!
Não era capaz, não podia. Era apenas uma criança…
-Então? Faz isso depressa!
Tirou a adaga de prata do bolso do casaco, disposto a tentar completar a sua tarefa e a mostrar a sua força e coragem, mas não era capaz.
-Oh dá cá isso. – Disse tirando-lhe a adaga da mão e espetando-a no peito da criança de apenas onze anos.
Os seus olhos apagaram-se no segundo em que a adaga de prata ornamentada lhe trespassou o coração. O assassino arrancou-lhe a adaga do peito, colocou-a dentro do cálice e acendeu o pó amarelado que este continha.
-Invoco todos os espíritos negros para concederem os nossos desejos! Aceitem o nosso sacrifício, uma criança inocente pela vossa presença!
Os três rapazes que se encontravam em três das extremidades do pentagrama fugiram aterrorizados com o que presenciaram. Repentinamente um vento frio soprou e sombras surgiram de toda a parte, parecendo provir todas do chão daquele cemitério amaldiçoado e todas elas se dirigiam para eles.
-Não gosto nada disto…
-Não te preocupes, fui eu que as chamei, não nos irão fazer mal… acho…
As sombras disformes aproximavam-se cada vez mais e cada vez mais depressa. Não faziam ideia do que iria suceder, se iriam ficar bem ou mal. Mas então todas as sombras entraram no corpo sem vida da criança e por um segundo parecia que tinham desaparecido. Mas isso seria demasiado bom, então, o corpo da criança levantou-se e ficou com os olhos totalmente vermelhos.
-Nós somos grinmord. Por nos teres despertado iremos conceder-vos um desejo mas irá sair caro. – Disse uma voz grossa e tenebrosa a partir do corpo da criança.
-Eu, eu… quero um Ferreri!
-Hum… um carro… sim. Isso só custará a tua alma! Muahahahah….
-De acordo, mas não me faças mal…-disse molhando as calças.
-Um dia, quando eu quiser, virei para te buscar! E tu que queres?! – Disse apontado para o outro rapaz que ainda ali se encontrava.
-Eu… ofereço a alma da minha mulher, quando tiver uma. E quero… um bom carro e um bom emprego, bem, estar bem de vida…
-Hum… isso ir-te-á custar mais que a alma de alguém que não conheces! Suponho que a tua alma também faça parte do pacote. – Disse, libertando o corpo.
Todas as sombras deixaram o corpo numa só, que apresentava uma forma humanóide e uns olhos vermelhos. O corpo deixado no chão sem vida encontrava-se com a pele enegrecida e com os globos oculares vazios. Ambos tiveram que se esforçar por conter o vómito quando a seguir tiveram de cavar uma cova e pegar e enterrar aquele pequeno corpo que quase se desfazia nas suas mãos.
Nos dias seguintes pensou que estivesse a alucinar e com o tempo acabou por pensar que tudo aquilo não passara de uma partida que a sua mente lhe pregara, acabando quase por esquecer aquele assunto, até agora pelo menos.

domingo, 14 de novembro de 2010

Pesadelos - IV

Acordou a ouvir uns sons estranhos. A sua cabeça doía como nunca, e cada um daqueles bips era um tormento. Abriu os olhos para um quarto branco. Estava num hospital. Tinha fios ligados à cabeça e ao peito, um tubinho de soro espetado na veia perto do pulso e uma espécie de mola no dedo indicador para medir as pulsações. Mas como teria ele chegado ali, e porque o tinham levado? Provavelmente teria sido aquele polícia que o encontrara junto ao carro. As dores de cabeça começavam a aumentar, e estranhamente sentia algo que parecia queima-lo por dentro. Queria sair dali. Arrancou todos os fios e pôs-se de pé, para logo se sentar na sua cama. As suas pernas estavam um pouco fracas e estava tonto. Voltou a tentar.
-O senhor não se pode levantar assim. – Disse um outro homem que estava na cama ao lado.
-E quem me vai impedir? – Disse com arrogância, continuando a andar na direcção da saída.
Uma enfermeira chegou ao quarto e assustou-se ao velo levantado.
-O senhor não pode estar assim, tem de voltar já para a cama.
-Não posso. Não aguento ficar aqui, tenho que ir embora.
-Tem de voltar, o senhor não está em condições de andar a pé.
-NÃO! – Disse ao mesmo tempo que correu para a porta, derrubando a enfermeira.
Saiu para o corredor e virou à direita, mas foi barrado por um outro enfermeiro que ouviu a confusão e logo apareceram mais dois que o agarraram pelas costas e lhe injectaram algo que não viu o que era enquanto se debatia.
-Deixem-me ir, quero sair daqui, não posso ficar aqui, não. – Dizia antes de se apagar novamente.
Acordou passadas umas horas. Aqueles bips irritantes continuavam a infiltrar-se-lhe pelo cérebro. Tinha que sair dali, não aguentava, mas tinha que esperar, a ultima vez que tentara fugir não deu muito resultado. Fechou os olhos na esperança de adormecer novamente e parar de ouvir aqueles bips que o atormentavam, mas de nada adiantou. Sentiu um pingo cair-lhe na testa, e logo em seguida outro. Abriu os olhos e quase saltou da cama. No tecto as palavras “És meu” estavam escritas com sangue. Saltou da cama, ia sair dali. Arrancou todos os fios, procurou roupas nos armários ali existentes, e encontrou as suas, ainda sujas com sangue do seu nariz. Saiu ao corredor já vestido e tentou não correr. Não queria dar nas vistas. Andou e andou, os corredores pareciam-lhe todos iguais, mas por fim encontrou o caminho para a saída pelas urgências. Durante todo o percurso não foi abordado por ninguém, e quando estava já a sair á porta automática do hospital alguém o chamou.
-O senhor, hey, o senhor não pode estar aqui!
Era um dos enfermeiros que o tinha barrado antes, tinha que sair dali, mas o enfermeiro já o alcançara. Não havia mais nada a fazer. Virou-se para trás e esmurrou o enfermeiro com toda a sua força deixando este no chão. Atravessou a porta da saída a correr, antes que mais alguém decidisse tentar pará-lo. As dores de cabeça quase desapareceram por uns momentos, mas agora voltavam com ainda mais intensidade. Quase não aguentava, mas tinha que aguentar, a sua vida dependia disso. Aquilo tudo só poderia ser uma coisa. E ele que nunca acreditara naquelas coisas… talvez tivesse sido esse o seu erro desde o começo.

sábado, 13 de novembro de 2010

pausa


Sábado treze, será um dia de azar? Na minha opinião é um dia de tanto azar como uma sexta-feira treze. Ou seja, são apenas superstições estúpidas, um dia não é um dia de azar só por ser dia x ou dia y.

e já agora os gatos pretos dão tanto azar como os outros xp Não digo para não acreditarem em nada, mas não exagerem com as superstições.

(isto foi apenas para não sobrecarregar o blog com a história "Pesadelos". espero que esteja a ser interessante XD)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pesadelos - III

Acordou com um grito. Estava gelado, e todo o seu corpo estava dorido. Aqueles pesadelos estavam a deixa-lo doido. Levantou-se devagar e olhou para a sua almofada e para a sua cama para ter a certeza de que tudo não passara de um sonho, felizmente estava certo. O chão estava seco e nada tinha acontecido. Foi até à casa de banho, não queria voltar a dormir. Há mais de duas semanas que aqueles pesadelos o atormentavam repetidamente. Olhou para o espelho vendo as suas enormes olheiras. Lavou a cara para de alguma forma tentar ficar com melhor aspecto. Então sentiu um sabor metálico na boca e um liquido para além da água a escorrer pelo nariz. Olhou para o espelho novamente e viu que sangrava desenfreadamente pelo nariz. Uma enorme dor de cabeça apoderou-se dele fazendo-o quase cair ao chão. O caudal do sangue que saia do seu nariz podia-se comparar ao da água que saia pela torneira. A sua cara estava a ferver, enquanto que o seu corpo parecia enregelar. Lavava a cara continuamente para tentar parar o sangue que saía pelo seu nariz. Começou a cuspir grandes coágulos de sangue que o começavam a atrofiar. A dor de cabeça não parecia querer abrandar. Mas passado algum tempo, finalmente o caudal sanguíneo proveniente do seu nariz diminuiu. A pedra branca do lavatório encontrava-se totalmente vermelha, nem a agua que saia continuamente da sua torneira conseguia limpar totalmente aquele sangue. Por fim saiu dali. Pegou numa toalha, também branca, que mudou de cor passado alguns minutos, e foi para o seu quarto. Mal via o que o rodeava, as dores de cabeça toldavam-lhe a visão. Afastou a toalha de si, acabando de limpar o sangue e vestiu-se. Olhou para o relógio, cinco e meia da manhã, boa altura para começar o dia, embora este nem sequer tivesse nascido ainda. Saiu do seu apartamento, ainda em jejum e carregou no botão do elevador. Logo se lembrou de no seu sonho ter descido pelas escadas a correr. A dor de cabeça ainda o atormentava, mas logo passaria pela farmácia para comprar algo. O elevador não tardou em chegar, entrou e carregou no menos um que iria dar à garagem. Estupidamente no sonho não se lembrou logo do carro. O seu toyota celica preto metalizado encontrava-se apenas a alguns metros da saída do elevador. Entrou pensando em sair dali para ir tomar o pequeno-almoço, mas lembrou-se que era demasiado cedo para que uma pastelaria estivesse aberta. De qualquer das formas saiu dali, conduzir ia faze-lo relaxar. Após alguns quilómetros resolveu parar um pouco. Não podia ir muito longe, a gasolina não seria infinita. Ficou a olhar para o relógio no carro, mas o tempo parecia não passar. Sete e vinte da manhã. Sete e vinte e um… sete e vinte e dois. tinha que sair dali. Fez um pião e voltou para trás. Olhou pelo espelho retrovisor para ver se já se poderia avistar algum carro pois até então não avistara nenhum. Saltou de susto quando viu os seus olhos reflectidos. Aqueles olhos verdes estavam completamente deformados e dilatados. Estavam vermelhos como sangue. E a sua pele estava cinzenta. Por pouco não se despistou, olhou novamente, já se encontrava normal. Desta vez só parou quando chegou a uma pastelaria perto do seu prédio, o que não demorou muito, visto a partir daí ter acelerado para velocidades consideráveis. Saiu do carro e caminhou alguns metros até à porta da pastelaria. As dores de cabeça já haviam acalmado, mas ainda não tinham cessado. Entrou, a pastelaria encontrava-se praticamente vazia, apenas lá estava uma empregada ensonada. Pensou no que comer, e decidiu que apenas ia beber um café, não conseguia meter nada no estômago. Não demorou lá muito tempo, tinha que ir trabalhar, tinha que se concentrar em algo. Olhou para um jornal pousado numa mesa quando ia a sair, sábado, já não se lembrava que estava no fim-de-semana, parecia que afinal não ia trabalhar. Assim que saiu da pastelaria a dor de cabeça voltou a intensificar-se. A visão toldou-se e quase que se apagou totalmente. Que dores, não sentia mais nada para além daquelas dores. Cuspiu sangue coagulado que ainda tinha na garganta. Andou até ao seu carro, mal lá conseguindo chegar. Tentou abrir o carro, mas não conseguia colocar a chave na fechadura. Mal se conseguia manter de pé, mal conseguia respirar. Desistiu. Sentou-se no chão para tentar recuperar. Baixou a cabeça e recomeçou a sangrar. Passado alguns minutos foi abordado por alguém que o pontapeou levemente e o chamou. Levantou a cabeça e viu uma sombra ao longe num beco, uma sombra com os olhos vermelhos que rapidamente desapareceu do seu campo de visão.
-O senhor está bem? – Perguntou uma voz próxima de si.
Levantou os olhos pesarosamente para ver quem era o interlocutor daquela pergunta. Apenas teve tempo de esboçar um pequeno não antes de desmaiar.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pesadelos - II

Sangue, a sua almofada estava ensopada em sangue. Saiu da sua cama assustado, caindo ao chão. Estava encharcado em suor frio e achou deveras estranho sentir algo quente no seu chão. Não sabia se queria saber o que era aquele líquido quente e um pouco espesso, no entanto abriu os olhos. No chão estava uma grande poça de sangue que escorria da sua cama. Não ia ver o que lá se encontrava. Levantou-se de sobressalto, vestiu a primeira coisa que encontrou e saiu dali a correr. Vivia num quarto andar, carregou no botão do elevador, mas não conseguia esperar. Correu pelas escadas sem sequer ver por onde ia. Tudo lhe doía, mas não conseguia dizer exactamente o quê. Todo o seu corpo estava ao rubro, sentia que este se estilhaçava por dentro. Saiu do seu prédio por fim. Era muito tarde, não se via ninguém a pé na rua, apenas um ou outro carro andava pela estrada, a velocidades relativamente elevadas. Olhou para o céu sem nuvens bastante estrelado pensando no que lhe estava a acontecer. Continuou a olhar para aquele céu e para aquela lua cheia durante alguns minutos até que resolveu sair dali, não sabia o que se passava com ele ou com aquele lugar, só sabia que não poderia ficar ali especado. Virou à direita, não sabia para onde ia, mas isso não era muito importante. Começou a correr. Ouviu paços, paços que não eram os seus e abrandou. Ouvia os paços à sua frente mas não via nada nem ninguém. Perguntou-se se não seria melhor voltar para trás, mas não podia ter medo de tudo à sua volta, tinha de continuar em frente. Saiu da luz do candeeiro que estava por cima de si e viu o dono dos paços, ou pelo menos a sua sombra. Olhou durante uns segundos, mas apenas viu a sombra que não se apercebera da sua presença. Estacou por fim. A sombra não tinha realmente um dono, era apenas uma sombra que se movia espontaneamente. A sombra tinha uma forma humanóide, talvez um pouco mais alta e fina que o normal. Também a sombra parou. Não podia ser bom sinal. Esta virou-se para trás, para ele e este viu a sua face que o fez cair para o chão de costas. Tinha uns olhos vermelhos e fundos, e o seu rosto era cadavérico. Levantou-se e correu na direcção de onde havia vindo ainda agora. Ao virar da esquina viu algo estendido no chão. Era um homem, mas tinha o rosto coberto com um boné. Rapidamente se aproximou dele para ver se este se encontrava bem. Levantou o boné e o seu estômago deu duas voltas. O rapaz, que deveria ter aproximadamente dezassete anos não possuía olhos, tendo apenas dois buracos no globo ocular, e a sua pele apresentava um tom enegrecido e seco. Voltou a correr. Mas não foi muito longe, uns metros mais a frente sentiu uma mão fria segura-lo no ombro para que este se voltasse para trás. Aquela mão parecia feita de gelo pois sentiu-a por cima da roupa. Voltou-se, mas nada viu. Apenas sentiu um frio que o gelava por dentro. As lágrimas soltaram-se dos seus olhos por instantes e lembrou-se de alguém. Tinha que a encontrar. Correu na direcção do seu prédio, afinal de contas, tinha sido estúpido em ter saído a pé. A luz da lua foi subitamente tapada por uma enorme nuvem. Não ligou, apenas queria chegar a casa para fugir dali. Em corrida não demorou muito tempo a chegar à entrada do seu prédio, mas antes não o tivesse feito, à entrada encontrou o porteiro enforcado com uma corrente bastante grossa. Ele pingava sangue, formando por baixo de si uma poça de sangue. Segundos depois começaram-se a aglomerar mosquitos à sua volta. Foi então que olhou para o céu novamente e viu que aquela gigantesca nuvem que tapava o céu de toda a cidade estava viva, era uma nuvem de insectos. Ouviu um grito. Um grito de mulher mesmo à sua frente. Era ela. Estava do outro lado da rua, apenas tinha da atravessar. Também ela começava a ser atacada por mosquitos. Correu na sua direcção, mais uns metros e iria alcançar a mulher que amava. Então vindo do nada, como se de uma corrente de ar se tratasse, apareceu um enorme camião que lhe acertou em cheio desfazendo o seu corpo… pelo menos morreria a olhar para a coisa mais bela que já vira.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pesadelos

Que dores! Não aguentava mais. Parecia que ia rebentar, mas não rebentava e uma vez para tudo parar! As lágrimas corriam desenfreadamente pelos seus olhos. A sua cara no chão deitada por cima de uma poça de lama e sangue, parecia contorcer-se de dor. Já não sabia bem o que doía. Se a carne ou a alma. Não conseguia manter os olhos abertos, não conseguia ver, ou talvez apenas não quisesse. Queria sair dali, queria morrer. Mas ninguém o deixava, sentia as correntes frias prende-lo ao chão. As correntes não o prendiam apenas, também o trespassavam e puxavam para todos os lados nunca o levando para nenhum, nunca o tirando dali e nunca lhe acabando com todo aquele sofrimento. Estava a agoniar, a lama começava a entrar-lhe pelo nariz e boca. Queria cuspir, queria respirar, no entanto queria morrer, mas nada conseguia fazer. Nova estocada nas costas, esta obrigou-o a cuspir algo que era mais que terra e mais que simples sangue. Não abriu os olhos, não queria ver o que acabara de cuspir. Ouviu um grande barulho, pareciam paços e uma enorme maquinaria. Sentiu um cheiro a queimado e um grito de mulher e outro de criança. Abriu os olhos por um segundo. Apenas viu sangue e vísceras ao seu redor. Não precisava ver a mulher e a criança para saber quem eram. Tinha de sair dali, tinha de fazer algo antes de morrer. Puxou, usou toda a sua força para se levantar do chão. Rasgou a sua carne, enquanto que as lágrimas rasgavam a sua cara, mas não se ergueu mais de dez centímetros do chão. Os paços de um homem aproximaram-se o suficiente para o pontapear na cara. Queria perguntar porque mas a única coisa que saiu da sua boca foram alguns dentes, sangue e pedaços de carne que não sabia de onde vinham, e preferia continuar naquela ignorância. Os gritos cessaram e o simples cheiro a queimado deu lugar a um intenso cheiro a morte. Parou de se debater, já não sentia, já não queria saber daquele mundo, daquele corpo. Apenas desejava morrer. Não importava para onde ia, ou o que acontecia, não importava se havia vida depois da morte ou não. A maquinaria estava perto, quase que lhe tocava. Sentia o vento de pequenas hélices que rodopiavam junto aos seus pés. Seria aquele o fim? Esperava que sim. Apenas mais um segundo e tudo iria terminar.
Abriu os olhos encharcado em suor. Mais uma vez aquele sonho. Gostava de pelo menos uma noite poder dormir e não sonhar com nada. Mas nos últimos tempos isso parecia impossível. Olhou para a almofada, molhada como sempre, e pulou de susto. Não queria acreditar no que via…

Matem-me

Mais um dia para esquecer.
MATEM-ME!!

(P.S. parabéns priminha)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Noite gelada


Primeira noite sozinho. Não que nunca tivesse estado sozinho à noite, em casa ou mesmo na rua, mas desta vez era diferente. Para o resto do mundo aquela era uma noite importante, uma das noites mais importantes do ano. Mas só queria estar sozinho, há muito tempo que queria passar assim aquela noite, já que não a poderia passar com a pessoa que era a sua vida. Aquele pequeno abismo sem fundo na escuridão da noite, era um dos poucos sítios onde poderia estar sozinho completamente em paz. A única luz visível era a pequena chama de uma vela já um pouco gasta no meio das sombras. A sua única ligação com o resto do mundo era o seu telemóvel, que apenas ia usar para ligar a uma pessoa. Sentiu uma brisa suave, a luz ali existente tremeu, mas pareceu não ter sido a única coisa a tremer. Ele tremera com a luz e com as sombras, tremera com a brisa. Há muito que queria estar ali naquela noite sozinho, mas agora não queria estar sozinho. Olhou para o telemóvel para ver as horas, faltavam apenas alguns minutos. Olhara com mais atenção, só agora reparara que estava a ficar sem bateria. Aquilo não era bom sinal. Esperava que a bateria durasse pelo menos mais alguns minutos. Ouviu algo ao longe, galhos a partirem, pelo menos era o que o som aparentava. Provavelmente seria apenas um pequeno animal. Nova brisa. Desta vez a chama da vela quase esvaneceu, não fossem os seus reflexos rápidos para se colocar em frente a ela para que esta não apanhasse com o vento. Tremeu, tremeu de frio, ele que nunca sentira frio, agora tremia com uma simples brisa. Olhou para o vazio, lembrando-se da sua vida, de tudo o que passara naquele ano e então lembrou-se novamente que estava sozinho. Tentou controlar-se, mas não muito, ninguém o veria por isso não se importava. Uma pequena gota escorreu pelo seu rosto. Uma gota salgada proveniente de um dos seus olhos. Não queria estar sozinho. Não por ter medo da solidão, apenas por querer estar com uma pessoa, uma pessoa muito especial. Era a pessoa que mais amava em todo o mundo mas que no entanto naquele momento se encontrava muito longe dali. Varias lágrimas se seguiram à primeira. Mais uma vez pegou no telemóvel para ver as horas, estava no último minuto. De repente ouviu um grande estrondo vindo dos céus, e as suas lágrimas misturaram-se com os rios que vinham das nuvens. A vela apagou em menos de um segundo, enquanto que ele ficou ensopado. Meia-noite. Era o momento de ligar, mas então sentiu o telemóvel vibrar. Alguém lhe ligava. Atendeu com o coração aos saltos. “Feliz ano novo!” ouviu da voz mais doce que conhecia, ao que respondeu, “feliz ano novo!” enquanto que as suas lágrimas já teriam um caudal que poderia ser comparado ao da chuva. Não disseram mais nada durante alguns segundos. Então, mesmo antes da bateria terminar disse “amo-te”. Em seguida apenas ficou o silencio da chuva. Estava completamente sozinho como um dia quisera, sem qualquer luz ou ligação com o mundo. Sentou-se. Um novo ano começara, e ele só queria que este terminasse.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

cabeleireira?


Aqui estou eu, num dos sítios mais improváveis para eu estar, cabeleireira! Mais uma grande seca, mas também já estou habituado. Estou cansado, vim a pé para aqui. Já há algum tempo que não corto o cabelo, estou mesmo a precisar, mas não vou cortar muito, há uma pessoa que gosta que eu tenha o cabelo grande. Aliás, não é só uma pessoa. Bem vamos ver no que isto vai dar, para além da seca claro. Ainda bem que trouxe o portátil, caso contrário teria mesmo de me sujeitar à conversa de cabeleireiro e a uma novela que está a dar na tv. Assim pelo menos estou a ouvir a minha música, escrever um pouco (embora nada do que esteja a escrever faça o mínimo de sentido) e falar com a pessoa mais bela da minha vida. Para melhorar as coisas estou a ficar com fome. Bem, pelo menos amanhã é sábado. Finalmente um dia de descanso, embora eu tenha de estudar para dois testes na segunda-feira, nem quero pensar nisso. O pior é que tenho dois na segunda-feira e mais dois nesta próxima semana. Vai ser bonito vai. Mas com um pouco de sorte amanhã vou ao cinema ver um grande filme, saw VII, e à noite vou ao teatro. Mas entretanto ainda tenho de sair daqui com o cabelo cortado, e ao que parece, ainda vai demorar um pouco, tempo suficiente para ficar sem bateria. Ainda por cima vou ter de ir para casa a pé…
Ah é verdade, tenho uma mensagem para uma pessoa que eu adoro, a minha melhor amiga. A mensagem é: VOU-TE MATAR DANIELA!!

não sei...


Não sei sobre que escrever. Já não sei que dizer. Nada mais parece fazer sentido. Estou apenas cansado… cansado de estar aqui, cansado desta vida dramática e obrigatoriamente melancólica. Quero que isto termine, quero que o tempo passe mais depressa, quero que esta dor termine. Quero estar com a pessoa que amo. Quero estar com ela todos os dias da minha vida. Quero ficar com ela para sempre. Mas já não o peço, sei que de nada me serve pedir. Para conseguir algo tenho de ser eu a lutar por isso. Por ela enfrento tudo, mas é um pouco difícil estar sempre a lutar quando mais ninguém para além dela me apoia. Também não preciso de apoio, não preciso de nada nem ninguém, só preciso dela. Mas é a ela que eu não tenho aqui… é ela que me falta. Que faço eu aqui? Não sei, sinceramente já não sei… não tenho vontade de aqui estar, não tenho vontade de aqui viver, não assim. A solidão sempre foi uma das minhas melhores companhias, mas já nem esta me anima. Nada me anima, só ela o consegue realmente fazer. Não quero ficar mais aqui. Não, a menos que ela esteja comigo. Eu sei que ainda agora estivemos juntos, sei que as pessoas acham que exagero quando digo que não consigo viver sem ti, mas é verdade, as saudades que sinto, a dor que sinto por não a ter aqui, é enorme. Sinto um vazio que apenas o amor dela consegue preencher, apenas ela consegue preencher. Quero voltar a sentir-me inteiro.

domingo, 24 de outubro de 2010

um sonho de história


Era uma vez. Não isto assim não fica bem, nada original. Vamos pensar um pouco…
Há muito muito tempo, uma menina passeava pela floresta. Havia quem dissesse que aquela floresta era assombrada…
Nah… não é esta a história. Vamos começar de novo…
Estava um dia de sol, embora já se encontrassem no Outono e aproveitaram para sair lá para fora para passear. O mundo ali era belo, pelo menos aos seus olhos. Uma casa junto a uma pequena floresta, quase sem vizinhos. Sossego total, era uma maravilha para aqueles namorados. Saíram do caminho e embrenharam-se um pouco naquela floresta que ambos já tão bem conheciam. Caminhavam por entres as árvores e arbustos, sempre de mãos dadas, como se não existisse nada no mundo que os pudesse separar (e na verdade não há). Andaram e andaram até que finalmente pararam numa pequena clareira totalmente isolada. Ninguém conseguia ver através daquela espessa cortina de árvores que os separava do resto do mundo. O chão estava coberto por um manto de musgo suave. Estenderam uma grande toalha no chão e deitaram-se ambos olhando para as nuvens. Seguiu-se um longo silêncio em que ambos ficaram apenas a olhar o céu e a ouvir cada som que os envolvia, cada passo ou saltitar de um pequeno coelho, mesmo que longe, eles ouviam. Até que por fim aquele longo silêncio foi quebrado por um olhar, um olhar profundo que dizia mais que mil palavras. Olharam-se nos olhos e deixaram de ouvir, apenas ouviam o barulho dos seus corações que pulsavam energeticamente, quase sem intervalos. Então os seus lábios juntaram-se e o mundo à sua volta desvaneceu-se, apenas existia a outra pessoa e isso era tudo o que importava. Pouco depois, nenhum dos dois sabia mais onde começava ou acabava o seu corpo, apenas sabiam que estavam juntos e que queriam viver aquele momento, nada mais importava no mundo, não importava se havia mundo! Queriam ficar assim para sempre. Mas é quando mais gostamos de um momento que ele passa a correr. Entretanto o céu claro e limpo escureceu dando lugar a uma noite tempestuosa. Tinham que voltar, tinham que se separar daquele abraço apertado, mas nenhum dos dois o queria fazer. Mas tinham que o fazer, por mais que não quisessem, não tinham outra opção. Voltaram então, de mãos dadas como sempre, com o passo semi-apressado para não terem de apanhar chuva. Começava a ficar frio, mas eles não o sentiam, pois estavam juntos. Em poucos minutos avistaram a casa. Deram mais alguns passos, agora lentos, e quando se encontravam a escassos metros de casa começou a chover. Uma chuva grossa e gélida. Pararam os dois, largaram a toalha e beijaram-se. A chuva parou naquele momento, o chão desapareceu, nada mais existia. O barulho ensurdecedor dos milhares de gotas que batiam estrondosamente no chão era mudo para aqueles dois. O mundo parecia estar a fervilhar, mas não importava, a única coisa que importava é que estavam juntos.
Então despertou, e tudo não passara de um sonho bom, que ainda não tinha acontecido e que ninguém poderia saber se iria acontecer um dia, por mais que o desejasse.

sábado, 23 de outubro de 2010

dia de dentista


Para começar bem o dia nada como acordar cedo sem ser preciso não é? Fogo podiam não me ter ligado a televisão do quarto, eu voltava a adormecer mas pronto. Depois lá fui eu para o dentista, não fosse pela minha namorada e provavelmente tinha entrado na consulta muito mais nervoso do que estava (só estava um bocadinho, tive alguma más experiencias quando era pequeno). Pronto agora é esperar que a anestesia passe, é que eu gosto de sentir o lábio e o nariz… (é giro eu a rir-me e aquele bocado do lábio não mexer xp). Vá pelo menos não doeu…

terça-feira, 19 de outubro de 2010

vida e minha vida

Porcaria de vida! (e não, não estou a falar de ti amor, embora sejas a minha vida). Já não basta estarmos afastados? Agora também tinha que ficar sem bateria no telemóvel e ficar sem falar contigo quase até às seis da tarde? Isto é tão tão injusto! Só quero estar contigo, estou farto disto tudo… pelo menos vou comprar os bilhetes amanhã, pelo menos estaremos juntos outra vez daqui a onze dias, mas só daqui a onze dias… entretanto ainda vou ter que passar por duas semanas de sofrimento, por um teste, uma ida ao dentista e por uma decoração de uma sala que pelo que sei não vai correr bem. Porcaria de vida. Estou farto de estar sem ti, estou farto por me esforçar por sobreviver sem ti. Queria não ter de lutar tanto contra as circunstancias, queria poder estar contigo sempre que quisesse (todos os dias), queria poder adormecer e acordar contigo ao meu lado. Porcaria de vida, mas pelo menos tenho-te a ti amor, és tudo o que eu podia querer, és tudo o que quero, não preciso de mais nada nem ninguém para ser feliz. És a minha vida. Amo-te minha vida.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Tempo infinito...


Quinze dias, trezentos e sessenta horas, vinte e um mil e seiscentos minutos, um milhão duzentos e noventa e seis mil segundos, uma eternidade sem ti...



(isto é, se tivermos uma resposta positiva...)

domingo, 10 de outubro de 2010

Falsas esperanças


Aparentemente ia estar com a minha vida no final do mês. Sou mesmo tonto por ter acreditado um pouco nisso. Com a minha sorte? Não, isso não podia acontecer. Mas mesmo assim custou ouvir aquele não. Queria muito ir, embora não fossemos estar assim muito tempo juntos, era melhor que nenhum, que é o que vamos ter até ao natal. O pior é que o até o tempo parece estar contra nós. Parece que congelou. Os minutos parece que não passam com a tua ausência. Só queria estar contigo. Não é pedir assim tanto, pedir para estar com a pessoa que se ama.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dia neutro... ou não


Que dia… pelo menos acho que foi mais ou menos equilibrado, coisas boas e coisas más. Quer dizer… nem sei. Aulas mais aulas como em todos os dias, pequenas conversas com a minha vida, almoçar com amigos, uma longa espera pelo autocarro, jogar no euromilhões XD (por dinheiro à rua por assim dizer), andar mais três quilómetros a pé, encontrar uma pessoa que já não via à muito tempo, chegar a casa e ver a minha mãe com dores, ficar a tarde quase inteira sem falar com a minha namorada… bem parecem-me mais coisas más que boas… mas pelo menos também houveram coisas boas, já não é muito mau. Eu diria que foi um dia neutro (ou quase). Ou talvez não, talvez tenha sido apenas mais um dia mau como os outros… já não sei. E já não sei se quero saber… estou realmente a ficar cansado destes dias tão longos que mais parecem semanas…

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

dia especial

Finalmente um dia especial. Um dia especial porque voltas-te para Portugal, porque ouvi novamente a tua voz e matei parte das minhas saudades e também porque o meu pai faz anos hoje. Parabéns pai!

(nada mais direi sobre este dia, tudo o que precisam saber sobre este dia especial para mim foi dito nestas poucas palavras).

domingo, 26 de setembro de 2010

Já passou? nem por isso...


Já passou! Poderia eu pensar, visto a minha vida amanhã estar de volta a Portugal, mas para dizer a verdade… não passou, as saudades não vão passar apenas por poder falar com ela por sms’s e por chamada. Eu sei que não vão. As saudades apenas vão cessar quando estiver finalmente com ela. Quando estivermos novamente juntos. Mas ainda vai demorar… vai demorar uma eternidade para mim. Mas como já disse antes, tenho que aguentar. Mas está a tornar-se cada vez mais difícil de suportar. Só queria que o tempo passasse mais rápido em vez de abrandar agora, e que abrandasse quando estivermos juntos ao invés de acelerar como de costume. Mas não costumo ter o que peço, desta vez não deve de ser diferente…
É extraordinário mas ainda não passou nem um mês desde que estivemos juntos, parece que já foi há tanto, tanto tempo… cada momento sem ti parece não ter fim… isto começa a ser agonizante.

sábado, 25 de setembro de 2010

distancia e saudades


Não pensei que se aumentasse a distância sentiria ainda mais saudades tuas, afinal continuamos tão juntos como antes, mas aumentaram muitos e muitos quilómetros… e como mudaste de país não podemos estar sempre a falar como antes. Tenho saudades tuas. Muitas mesmo… e a cada dia que passa apenas aumentam e aumentam… quero estar contigo amor, quero estar novamente inteiro, novamente feliz. Passei o dia praticamente todo sem fazer nada, apenas a ouvir musica. Não tenho vontade para nada… não tenho vontade de viver aqui longe de ti. Mas o tempo parece que está contra nós. Demora uma eternidade a passar quando estamos longe, e passa num ápice quando estamos juntos. Não é justo, nada disto é justo! Porque é que eu não posso estar junto à minha vida? Porque é que temos que estar tão distantes um do outro quando não nos sentimos tão próximos de mais ninguém? Gostava que alguém me respondesse mas sei que ninguém o vai fazer pois não há respostas para isto. Apenas temos que aguentar… mas já não sei se consigo…

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

primeira semana de aulas


Finalmente a primeira semana de aulas terminou. A escola é fixe, tem um óptimo ambiente, os colegas, tanto de turma como da escola em geral também são muito fixes. Como alguém disse “são as pessoas que fazem a escola” por isso está tudo a correr bem. Mas mesmo com isto tudo esta semana custou a passar (e mal começamos a dar matéria…). Estes últimos dois dias foram dia de praxe, ontem fiquei todo pintado, hoje… bem prefiro não comentar, apenas posso dizer que fiquei molhado o dia inteiro e fiquei constipado. Mas não foi por causa disso que a semana passou tão devagar, foi por estar longe de ti e estar a ficar cansado de esperar tanto para me poder encontrar contigo. O tempo parece que voa quando estamos juntos, mas enquanto espero que nos encontremos parece que demora uma eternidade a passar.
Ah para acabar a semana em grande o namorado da minha madrinha de praxe acabou com ela porque pensou que eu me estava a atirar a ela (entre outros motivos que desconheço) portanto sinto-me um pouco culpado…

sábado, 11 de setembro de 2010

dia mau (mas com um lado positivo)


Parece que já estamos naquela altura do ano. Novamente inicio de aulas… ninguém gosta mas o que é que se pode fazer não é? Não podemos ficar de férias para sempre. Eu já fui à apresentação, não conhecia quase ninguém da minha turma (para dizer a verdade acho que preferia não conhecer mesmo) mas há-de tudo correr bem, ou pelo menos, menos mal. Hoje também é um dia bastante importante para várias pessoas no mundo em geral e também em Portugal, é o 9º aniversário do atentado às torres gémeas de que todos nos lembramos tão bem. Hoje quando vi novamente as imagens arrepiei-me um pouco. Bem não foi pelas imagens mas sim pelo que ouvi. Passaram algumas chamadas de pessoas a despedirem-se das famílias lá de dentro, pessoas que sabiam que a sua vida estava prestes a terminar e que ligaram na esperança de dizer e ouvir uma última palavra de consolo. Provavelmente já ouvi aquelas gravações antes mas desta vez não sei… aqueles últimos “amo-te”… depois também é o 25º aniversário do maior desastre ferroviário de Portugal (a nível mundial não sei). Nunca chegaram a contabilizar todos os mortos… bem chega de falar de aniversários macabros. Bem sei que este próximo tema também não é muito feliz mas pronto. Hoje também é um dia de despedida, despedida entre duas pessoas muito especiais que se amam muito e que não deveriam ter que ficar afastadas. Mas a vida é mesmo assim, e não vão ficar afastadas por muito tempo (mesmo que assim não pareça). Tirando tudo isto é apenas mais um dia como todos os outros, mais um dia perto do final do verão (eu gosto do inverno por isso não reclamo do final do verão XD embora tenha adorado este Verão <3). Agora vamos tentar ver tudo o que acabei de dizer pelo lado mais positivo. É verdade que as aulas estão a começar mas quanto mais cedo começarem, mais cedo acabam. O atentado às torres gémeas e o desastre ferroviário mataram milhares de pessoas, mas tudo isso já passou. Quanto à despedida, não vai ser um “adeus” mas sim um “até já”. (para muitos o final do Verão também é uma coisa má por isso aqui vai o lado positivo em este já estar no fim, mais Verões virão).

(P.S. este foi o melhor Verão da minha vida)

domingo, 5 de setembro de 2010

Double post

Devaneios de meio de férias

Mais um dia que passa por mim, como todos os outros, lento sem estar contigo. Mas este dia tem uma diferença como têm tido os últimos. Estou mais perto de ti, muito mais perto. No entanto não posso estar contigo… pergunto-me se terei feito algo de assim tão errado para merecer estar afastado de ti. Parece que dói mais saber que estás perto e não te poder tocar, mas assim também mantenho a chama da esperança, de me encontrar contigo nestes dias, acesa. Não sei se deva ter muita esperança, não sei o que pode acontecer, se estarei contigo ou não nos próximos meses. Nem quero pensar que vou ter que encarar a escola sem te ter a meu lado. Nem quero pensar que vamos estar afastados por tantos meses até ao natal e que quando finalmente chegar a altura de estarmos novamente juntos esse tempo irá passar a voar e mal vamos dar por ele (que já de si é curto). Amo-te com todas as minhas forças e já não consigo imaginar a minha vida sem ti, mesmo estando afastados. E mesmo estando afastados por todos estes quilómetros e por todos estes problemas que se entrepõe entre nós duvido que em mais parte alguma duas pessoas se amem tanto e estejam tão unidas quanto nós. AMO-TE!


Ultimo encontro deste Verão

Estivemos juntos mais uma vez este Verão. Foi pura e simplesmente maravilhoso. Não tenho mais palavras para descrever o que senti quando estiveste a meu lado. Não tenho palavras para descrever o que sinto por ti. Adorei estar contigo. Agora teremos que esperar pela próxima oportunidade para estarmos juntos, já estou com saudades, mas temos que aguentar. Como bem disseste “somos parvos em estarmos tristes por não estarmos juntos, devemos ficar felizes por nos termos um ao outro”. Amo-te, és a minha vida.

(P.S. não há imagens que mostrem o que sinto por isso não ponho nenhuma)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Autch


Fogo já não me chega estar longe de ti? Os meus dias já não são suficientemente sufocantes por não estar contigo? (pois ao que parece não) já tive dias maus, mesmo muito maus, mas hoje foi um abuso!!! E eu que nunca tinha andado de muletas… mas mesmo assim, com todas as dores que tenho no pé (oh também não é nada que não se aguente) continua a doer muito mais não estar aí contigo…

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

dias felizes

Foram os dois dias mais felizes de toda a minha vida! Não há palavras para os descrever, não há imagens que possam mostrar a magia do que estava a sentir. Não há nada que eu possa dizer que transmita o que senti nesses dois dias tão mágicos da minha vida. Por isso não vou dizer mais nada para além disto. Quem me dera que esses dois dias tivessem sido mais longos. Amo-te.

domingo, 15 de agosto de 2010

guerra


Alguma vez sentiram que nasceram no meio de algo contra o qual não podem lutar mas no qual se torna impossível viver? Alguma vez sentiram que nasceram no meio de uma guerra da qual nunca tomaram nenhum partido? Inicialmente por não ter força para isso, agora por se poder tornar demasiado perigoso. Assim ficando em cima do muro, não lutando nem por um lado nem por outro… talvez quando a verdadeira batalha tiver inicio lute do lado certo, do meu lado. Mas só hei-de lutar na batalha final onde vou acabar com tudo. Posso não ter sido eu a começar tudo isto, mas quero ver esta guerra finita, nem que para isso tenha que ser eu a terminá-la.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

versos estupidos e sem importancia


Que vontade de saber escrever poesia
Que vontade de saber usar telepatia
Para poder falar contigo todo o dia

Estas rimas são estúpidas
Mas por um lado até são lúcidas

Posso não ser poeta
É certo que não sou
Mas quero estabelecer uma meta
E tentar alcança-la eu vou

Continuo com rimas sem importância
Escrevo com ignorância
Escrevo sem pensar
Penso em te amar

Que estúpido que estou a ser
Quando te mostrar nem quero ver
Já não faço ideia do que estou a fazer

Acho que vou dormir
Vamos ver se vou conseguir…

terça-feira, 10 de agosto de 2010

hoje e amanhã


Hoje foi um dia e tanto… Fiquei sem sms’s (sinto-me tão tão estúpido em dizer isto). Mas sem sms’s não pude falar com a minha namorada (palavra estranha não é? Xp). Já chegavam todos aqueles quilómetros que se entrepõem no nosso caminho, agora também não podemos falar praticamente o dia inteiro. Amanhã vai ser a mesma coisa… (não morro por não falar com ela durante dois dias quase seguidos mas… não fico lá muito bem). Estou com saudades, por mais não seja das nossas conversas, visto nunca termos estado fisicamente juntos. Digo fisicamente porque estás sempre comigo meu amor.
Agora resta-me esperar por quinta-feira, sim porque amanha a noite sei que vais estar bem cansada e quero que vás dormir. Amo-te

(P.S. o desenho da imagem fui eu que fiz, não tenho lá muito jeito mas pronto xp)

AMO-TE


Um mês… já passou um mês, ou apenas passou um mês? Não sei… o tempo que passei a falar contigo passou rápido, no entanto o mesmo tempo que passei sem estar aí contigo, sem te tocar, passou muito devagar. Mesmo estando afastados, este foi o mês mais feliz da minha vida <3 quero estar contigo… quero ficar contigo para sempre. AMO-TE

domingo, 8 de agosto de 2010

by Daniela


"És amigo, daqueles verdadeiros. Em quem se pode contar um segredo, fazer um desabafo que dás conselhos sensatos e cuidadosos.
És sincero. Quando tens algo para dizer, dizes-o sem problemas. Faze-lo com a prioridade de não nos magoar.
És realista. Não fazes da vida um sonho, vais logo para a realidade dura e fria. Enquanto nós por vezes fazemos dela uma ilusão, cheia de amor e sorrisos.
Conténs muita raiva, por vezes ages precipitadamente, mas depois acabas por te redimir.
Pensas em nós antes de ti, o que não pode ser. Nós somos amigas mas a prioridade tens de ser tu. Tens de pensar em ti primeiro. Porque se pensares bem, nós queremos que te sintas bem, e tu queres que nós sejamos felizes. Mas para isto tens de estar bem primeiro. é um erro na tua personalidade. Apesar disto, eu adoro-te <3"

continuo a pensar primeiro em vocês XD
adoro-te princesa <3
conheces-me muito bem... conseguiste interpretar-me muito bem

sábado, 7 de agosto de 2010

Where The Lines Overlap - Paramore


Give me attention
I need it now
Too much distance
To measure it out (out loud)
Chasing patterns
Across a personal map
Make your pictures
Where the lines overlap
Where the lines overlap
No one is as lucky as us
We're not at the end but
Oh we already won
Oh no, no one
Is as lucky as us
Is as lucky as us
Call me over
And tell me how
You got so far
Never making a single sound
I'm not used to it but I can learn
There's nothing to it
I've never been happier
I've never been happier
No one is as lucky as us
We're not at the end but
Oh we already won
Oh no, no one
Is as lucky as us
Is as lucky as us
Now I've got a feeling if I sang this loud enough, you
Would sing it back to me
I've got a feeling if I sang this loud enough, you
Will sing it back to me
I've got a feeling
I've got a feeling
That you, will sing it back to me
You, will sing it back to me
No one is as lucky as us
We're not at the end but
Oh we already won
Oh no
No one is as lucky as us
Is as lucky as us
Is as lucky as us

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

... a rosa é para ti...


A música de repente parece tão alta. E o ecrã parece tão claro. Cada vez que te vejo (ainda que seja apenas na Web) o meu mundo pára. Isto parece que se está a tornar repetitivo, cá estou eu novamente sozinho, único acordado em casa (em minha casa) apenas a ouvir musica, a escrever e a pensar em ti. Ah e sim estou com calor. Algo diferente hoje, tenho a luz acesa. Normalmente estou na escuridão, apenas com a luz deste meu ecrã. Tenho que arranjar uma net com tráfego ilimitado, este tráfego não dá para nada. Mal da para falar com o meu amor, e por mim estava sempre ligado a ela (visto não poder estar mesmo com ela). A noite para mim está a terminar… hoje parece que me vou deitar cedo, ok são quase 3h da manhã mas isso são pormenores. Vou dormir… já não estou aqui a fazer nada. (amo-te cada vez mais minha diabinha) amanha publico isto… agora vou dormir.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Devaneios de inicio de madrugada


Único acordado na casa da minha irmã onde vou ficar hoje a dormir. Estou a ouvir uma musica calma (não muito xp) enquanto a esta hora o meu amor deve estar a tentar dormir sem conseguir por causa do grande desconforto do escaldão. Não tenho nada para fazer nesta noite escura com uma lua brilhante lá fora mas não me está a apetecer dormir. Estou na cama com o meu portátil em cima das pernas e estou a morrer de calor. Os phones nos ouvidos para não fazer barulho e não acordar ninguém. Pequenas gotas de suor, sinal notório de que se trata de uma noite de Verão. Verão… ironicamente não costumo gostar desta estação do ano, mas este Verão tudo é diferente, afinal nunca fui tão feliz como agora. Para além de ter encontrado a pessoa mais importante da minha vida sinto que mudei um pouco, sinto que tenho mais responsabilidades e mais independência. A musica acabou, chega desta musica calminha que por acaso era dos 30 seconds to mars, uma banda que descobri há pouco tempo mas que gosto muito, vou ouvir Linkin Park. Uma das minhas melhores amigas passou-me algumas musicas e entre elas estão algumas dos Linkin Park que ainda não tinha… o calor continua, pergunto-me se não seria melhor desligar o pc e ir dormir, pelo menos a fonte de calor ia sair de cima de mim, mas assim também ficava sem musica, e continuo sem sono… (detesto quando me ponho a escrever assim por não ter nada para fazer, nunca escrevo nada de jeito). Amanhã é o aniversário de um dos meus melhores amigos, vamos comemorar! Vai ser muito fixe. Vou para casa dele de tarde e a noite vamos à ver os buraka (nem gosto muito deles mas vai ser fixe estar com o pessoal). Tenho que levar dinheiro, espero não ter que pagar a entrada, não posso gastar muito dinheiro agora. Para quem anda a planear o que eu estou a planear, gastar muito dinheiro está fora de questão. Por falar em dinheiro, há pouco disseram-me que viram ps2 á venda por 70euros… a minha avariou já há algum tempo e ate tenho algumas saudades de poder jogar mas… será que compensa ir agora gastar dinheiro nela? Tenho muito em que pensar agora e já não tem muita piada jogar sozinho. Não sei, é algo a ponderar… bem se eu conseguir trabalhar a servir a mesa em alguns fins-de-semana ganho algum dinheiro e já não estaria com as finanças tão apertadas. Tenho algumas despesas fixas este Verão, despesas essas que não são assim tão pequenas quanto isso… pelo menos para mim que não trabalho, logo não tenho qualquer ordenado, e também não sou daqueles menininhos ricos que têm tudo o que querem (ainda bem, prefiro ser pobre a ser um menino mimado que não sabe o que custa a vida). E cá continuo eu a escrever e a escrever sem rumo… continuo sem sono e com muito calor, acho que este muito calor me esta a impedir de ter sono. Mudando de assunto. Para a semana devia ir às compras, tudo depende se consigo cravar algum dinheiro aos meus pais… como disse há pouco as minhas finanças estão apertadas e só vou comprar roupa porque realmente preciso (sim porque eu detesto ir às compras). Estou a ouvir uma musica que tem o nome do ultimo texto que postei (Fear) mas parecia ter o ritmo do Leave all the rest… não gosto disto. Ah já agora, aquelas despesas que disse que tinha fixas, não são obrigações, apenas disse que eram fixas porque nada me vai fazer mudar de ideias quanto a gastar esse dinheiro assim. Bem são três menos vinte e amanha devo ter que acordar la para as oito, e ainda devo demorar a adormecer. Vou dormir. (talvez daqui a dois dias já consiga postar estes devaneios do inicio da madrugada). (vou adormecer a pensar em ti como todos os dias amor <3).

(p.s. escrevi isto há quase duas semanas, mas estive sem net, por isso só agora publiquei)